Conteúdo exclusivo a alunos e professores credenciados
Preencha seus dados corretamente
William Douglas
Juiz Federal, Titular da 4ª Vara Federal de Niterói/RJ. Professor universitário. Mestre em Direito, pela Universidade Gama Filho (UGF). Foi aprovado em oito concursos públicos. É autor de diversas obras na áreas jurídica, de auto-ajuda e relacionadas a concursos públicos.
Após ouvir lixeiros desejarem “feliz 2010”, Boris Casoy disse “... que m----, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras... (risos) ... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho.” O episódio chocou. As reações que está sofrendo são exageradas? Ou ele as merece? Os lixeiros desejaram a todos (inclusive a ele, portanto) “paz, saúde, dinheiro, trabalho” e o que se seguiu foi, usando sua terminologia, “uma vergonha”.
O pedido de desculpas, protocolar, não teve eficácia, talvez até o contrário. A oposição entre a imagem do apresentador e o comentário em off, revelador de uma visão elitista e preconceituosa, frustrou a ideia de respeito a todos e ao telespectador (imaginem o filho de um gari ouvindo isso). A rudeza dos comentários não se resolve por ter sido um acidente e não é fácil pedir desculpas pelo que se é ou pensa. Contudo, até que ponto a diferença entre nós e o Boris reside apenas no azar que ele deu pelo vazamento? O quanto de Boris existe em cada brasileiro?
Quando alguém se refere ao ponto “mais baixo na escala do trabalho” pode estar se referindo ao conteúdo moral ou social da atividade (como, por exemplo, criticar o tráfico ou a agiotagem), pelos riscos ou pela remuneração reduzida. A atividade de lixeiro não é nociva à sociedade. Nocivo seria, para a saúde e meio ambiente, que eles não atuassem. Como o risco não é tão grande, por eliminação, resta a remuneração. E aí reside um preconceito que resiste: julgar a dignidade das pessoas, ou das profissões, de acordo com sua remuneração.
Há que se reconhecer que nem sempre existe equilíbrio entre a importância social de uma função e os ganhos que esta proporciona. E não se pode confundir o desejo de melhorar de vida ou ganhar mais, e a admiração por quem logra isto, com uma postura de menoscabo com as funções menos rentáveis.
Todo trabalho é digno. O que existe, em cada ofício, são pessoas que agem bem e outras não. Existem servidores públicos, CEO’s, lixeiros, jornalistas e juízes dignos e indignos, o que se define pela forma como exercem sua atividade. Mais que isso, Jesus dizia que “a vida do homem não consiste na abundancia dos bens que possui”.
Se você, leitor, julga alguém melhor ou pior levando em consideração o quanto a pessoa ganha, ou como se veste, ou onde mora, é preciso reconhecer que em você há, escondido, um pouco desse lado sombrio que o Boris revelou ter. Talvez o lado positivo desse episódio seja a reflexão sobre até que ponto ele não revela nossos preconceitos em off.
Camila Pitanga, que faz o papel de uma faxineira na novela global, afirmou que anda pelo estúdio sem ser cumprimentada quando está com os trajes da personagem. Feliz pelo papel ser convincente, não deixou de anotar como é estranho ficar “invisível”, Esse fenômeno já foi objeto de estudo por um professor da USP que, vestido de faxineiro, ficou “invisível” na universidade, por anos. Em suma, quem deixa de ver o faxineiro, não deixa de ter seu lado Boris. Não que o Boris seja de todo mal, ele não é. Ninguém é. Somos todos humanos, com nossos lados luminosos e sombrios.
Boris também errou ao analisar a função de lixeiro. Os "'garis" são figuras simpáticas à população, vivem de bom humor e, ao lado dos carteiros, têm índices de aprovação e confiança que fazem corar os Poderes, a igreja e a imprensa. Infelizmente, estas instituições não são eficientes para limpar seus respectivos “lixos” como os garis o são com o lixo que lhes cabe. Por fim, não esquecer que – com seu jeito e ginga – um gari ilustra o vídeo institucional da bem sucedida campanha “Rio 2016”. No Rio, os concursos para gari são concorridíssimos.
Certa vez, fui a uma festa na casa de um Procurador do Ministério Público do Trabalho (negro e onde grande número de convidados eram afrodescendentes). Fui com meus dois filhos e a babá do mais novo. Ela, negra, não está acostumada a ir a festas com tantas pessoas da sua cor. Em restaurantes e colégios caros, só para dar dois exemplos, é raro encontrar pessoas negras. Depois da festa, perguntei à babá o que ela achou e sua resposta foi: “Achei muito diferente, Dr. William. As pessoas olhavam para mim!”. De fato, quem reparar vai ver quantos ignoram os trabalhadores mais humildes, quando não chegam a destratá-los. Naquele ambiente raro, a jovem experimentou a “não invisibilidade”.
E você, leitor? Cumprimenta seu lixeiro? O garçom? A babá da vizinha? O porteiro? Você os vê? Aquele áudio procura você. Se você se julga, ou julga os outros, por quanto ganha, por qual carro tem, ou se não tem um, então o episódio pode revelar esse lado do Boris em seu cotidiano. Melhor que apenas discutir o que fez o Casoy é também questionarmos até que ponto reconhecemos o valor de todo e qualquer trabalho honesto.
Somente usuários cadastrados podem fazer comentários.
Faça seu login ou crie uma conta
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
Lamentável que uma pessoa do nível intelectual do Boris Casoy faça um comentário tão improdutivo demonstrando uma óptica elitista, preconceituosa e de total menosprezo com relação a profissionais extremamente humildes, simples e conformados com sua situação social,isso mostra o quanto é dificil falar em políticas sociais no Brasil, dentro de uma imprensa elitizada.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Sem dúvida que existem inúmeras pessoas como o renomado jornalista Boris Casoy, que ficou muito conhecido pelo seu Bordão "ISTO É UMA VERGONHA". E agora Bóris??? Parece que a vergonha ficou pra você. É lamentável que um jornalista do seu cacife deixe escapar tal frase preconceituosa que, com certeza, decepcionou muitos de seus telespectadores. Evidentemente que o Bóris nao comprimenta o pessoal da limpeza da emissora de TV onde trabalha ou do edifício onde mora... Observo mesmo na UNP que as pessoas do serviço Geral na maioria das vezes ficam cabisbaixo, mas sou daqueles que fazem questão de gastar um bom dia, de dizer um olá para estas pessoas que são tao importantes para o funcionamento da instituição quantos os professores... Todo trabalho é digno.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Já é de se esperar mais um brilhante texto do competentíssimo Dr. Wiliam Douglas. Parabéns Doutor.
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
Uma bela reflexão! Antes de querermos criticar certa atitude de alguem ao ponto de julgarmos, devemos fazer justamente isso: olhar para dentro de nos mesmo e ver quais resquicios ainda possuimos desses preconceitos arcaicos. O episódio se trata de uma visão deturpada e totalmente irracional. E o pior de tudo, atitude covarde e sorrateira. Ótimo artigo!
Achei Bom

(Unidesc - Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro Oeste)
Muito oportuno o artigo. Ouvi o comentário infeliz do Bóris Casoy. Ele não percebeu que os microfones continuaram ligados quando deram o corte para os comerciais: conjugação de Falha Técnica (de quem não cortou o som) e de Falha Ética do Casoy. No dia seguinte, ao se desculpar, ele falhou novamente pois não disse que seu preconceito "é uma vergonha"...
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
Excelente artigo! Lamentável apenas o fato dele ter falado algo que grande parcela de nossa sociedade hipócrita pensa exatamente igual, mas não verbaliza.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Este texto me remete a memória a obra "UTOPIA" de Thomas More, onde os Utopianos ficam indignados, perplexos, verdadeiramente estarrecidos e boquiabertos ao verem que algums povos valorizam mais o ouro que aos seus (os utopianos usavam o ouro para fabricar grilhões, algemas e outros acessórios para indicação de criminosos, portanto o uso do ouro era sinônimo de vergonha), como poderiam outros povos ostetarem tanto o ouro, a riqueza e atribuir a esta última poder. Se não me falha a memória, os Utopianos riam e se divertiam ao verem um determinado rei chegando a sua cidade, esbajando ouro e vestes de lã (que embora tenha passado por processos de melhoramento, um dia vestia uma ovelha e que, nem por isto deixava de ser uma simples ovelha). Seria muita hipocrisia dizer que em algum momento todos nós não sentimos um "ar" de superioridade, não necessariamente em relação a uma classe, mas até mesmo em relação a indivíduos da mesma classe (seja por deter um pouco mais de conhecimento sobre determinado assunto, seja por vestir determinada roupa ou calçado de uma grife melhor que a do outro, seja por ter ido a essa ou aquela festa, por ter feito esta ou aquela viagem). Enfim, apesar de não aprovar a conduta de Boris, não o condeno, faz parte da natureza humana, do ar de "Seleção Natural de Darwin" presente em cada um de nós. Boris faltou com a Ética e com o bom senso, mas sua natureza humana (e portanto falha) deve ser reconhecida. Aos garis toda a minha admiração e gratidão, pessoas sempre tão divertidas, tão pomposas e cordiais comigo.
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
Muito interessante esta proposta reflexiva do autor, na minha visão a desculpa que alguns usam para cometer erros como este podem estar em diversos lugares como por exemplo no "tempo curto" sempre se queixa dele como desculpa para cometer erros e ser indiferente com as pessoas, vejo essa relação com os profissionais que trabalham com o cadastramento para fazer o cartão de crédito, aqueles que ficam na rua pedindo seu rg e cpf para o cadastramento, eles são inúmeras vezes ignorados e até mesmo hostilizados devido a "indisponibilidade" do horário pessoal de cada um o que demonstra uma desnecessária falta de respeito. Outros já acham que existe um superioridade sobre os demais e que estes são simplesmente subalternos ou servos e não dão a devida consideração e importância em decorrência do seu prestígio imaginário, egocêntricos muitas vezes não percebem o quão fundamental é aquele indivíduo sendo indispensável para a conservação e manuntenção da vida social e profissional, o que seriamos de nós sem motoristas de ônibus? muitos podem pensar que o tal motorista é dispensável por possuirem condução própria o que lhe garante uma certa autonomia, mas se sairem de seu âmbito pessoal verão que outros dependem de seu serviço e um deles pode até ser um profissional de sua empresa ou um parente se não houvesse o papel do motorista no caso do empregado você perderia tempo,dinheiro,paciência... ia poder contratar somente pessoas com condução própria e até que pagar mais por ele(a) já que outros estão indiponiveis pela falta do serviço de transporte coletivo. E os parentes nem se fala imagine a saudade que ia ter se dependesse de um profissional "inexistente" no caso como o motorista então vamos dar o devido e respeito e consideração a todos os profissionais e individuos assim a sociedade anda melhor e mais harmonizada. Quero parabenizar o autor pelo reflexivo artigo.
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
O Boris foi mesmo infeliz com seu comentario. lamentavel uma pessoa tao admiravel ter tido esse tipo de comportamento.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Eu sempre procurei tratar todo o mundo por igual. Até por que todo nós somo seres mortais e humanos, por mais que o status sociales seja elevado. Boris não foi infeliz em seu comentário flagrado, mas ESTÚPIDO AO QUADRADO! Eu não mais assisto aos jornais dele.
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
O que o levou crêr que é superior à um gari? Não podemos esquecer que antes de sermos uma pessoa de alto nível intelectual,somos humanos e esse detalhe faz toda a diferença. O que seria de uma cidade sem a contribuição dos garis? obviamente seria mais imunda que o preconceito dele.Humanamente falando,um gari até pode ser superior a alguns mestres,se levarmos em conta os aspectos ambientais.Vale mencionar também que nem todos têm as oportunidades que temos,dificultando a tão desejada ascenção social.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Muito feliz em seu comentário o Dr. William Douglas, como sempre. Mas é válido lembrar que não temos tão somente de escrever palavras bonitas, frases maquiadas, mas principalmente pratica-las, quando encontrar um Gari, o Porteiro, etc; dê um Bom Dia, não é muito fácil ser invisível. Certa vez perguntaram a um gari na rua se ele não tinha vergonha de "ser gari" ou de está trabalhando naquela atividade! E ele respondeu nididamente! Alguns companheiros de trabalho se escondem, colocam máscaras ocúlos, todas os apetrechos necessário, mas não pensando em em Proteção Individual (EPI), mas sim com vergonha da atividade que exerce. Eu repito pra que? Não somos reconhecido mesmos! Essa foi a resposta do gari triste com o preconceito, mas feliz com sua vida em Cristo. É isso ai vamos praticar essas palavras do ilustre autor.
Achei Ótimo


(Universidade Potiguar - UnP)
Infelismente esta é e tem sido a reaalidade das pessoas que não tem Cristo Jesus como modelo nas suas vidas, se ao menos estas parasem um pouco para refletir que:" ser humano ou ser pessoa não significa que para o ser seja necessário ter ou possuir algum bem material, pois todos independentimente de ter ou não ter algo são acima de tudo um ser a imagem e semelhança de Deus,e que Deus não está reduzido a uma cor, a uma raça,a um credo,a uma posiçao ideológica ou filosófica nem tão pouco a qual quer posição socioeconômica".O criador quando fez o ser humano o fez assim (humano) não pelo que havia de possuir,mas por este carregar em sua forma ou peformanse a imagem e a semelhança de DEUS.Que pena que Boris e tantos outros Boris não tenham se conscientisado disto.Fazer o que né?
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Infelismente os algumas pessoas expoem seu pior lado. Um lado que todos possuimos escondidos ou adormecidos. Somos tão hipócritas que quando alguém expoem esses sentimentos repudiamos. Repudiamos a nós mesmos. É irracional acharmos que somos mais dignos do que outros se somos todos no fim das contas barro e pó. Todos teremos o mesmo fim. Parabéns aos garis que fazem o seu trabalho honestamente, limpam as ruas que podem ser limpadas. Enquanto nossa justiça almeja limpar a mácula que suja a nossa infeliz falta de ética.
Achei Bom

(Unidesc - Centro Universitário de Desenvolvimento do Centro Oeste)
Infelizmente cada um de nós temos um pouco de Boris, se dissermos que não temos estamos sendo hipócritas.Lamentávelmente vivemos em uma sociedade doente onde o grande imperador é o preconceito e a falta de amor ao próximo. A atitude do apresentador foi mesquinnha, preconceituosa e repugnante, não podemos nos esquecer de que somos humanos,falhos,sujeitos a esse tipo de falha, mais isso não nos dá o direito a discriminar ninguém.A Bíblia nos ensina que o amor de Deus é para todos, ele não faz acepção de pessoas independente de classe social,raça, etnia,profissão e.t.c.Quem somos nós para descriminar alguém? Somos todos iguais, a unica diferença entre Boris e os "garis" é a profissão.Devemos vigiar e ter Deus como modelo em nossas vidas para evitarmos atitudes repugnantes assim.Todo trabalho é digno o que não é digno é o preconceito do apresentador Boris,isto sim É UMA VERGONHA.Aos "garis" minha admiração e oa Boris lamentações.
Achei Ruim
(Universidade Potiguar - UnP)
Obrigado pelos ensinamentos, nobre amigo William Douglas
Achei Ruim
(Universidade Potiguar - UnP)
Como dizia um grande bilionário americano: - Hoje se você tiver 50 centavos no bolso, infelizmente para sociedade você só valerá 50 centavos.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
O sentimento mesmo é de pré-conceito...
Achei Ruim
(Universidade Potiguar - UnP)
- Ora bolas! Quanta polêmica por causa de um ato falho! Todos nós temos um lado bom e um lado ruim inseridos dentro de nossos espíritos! Agora, querer tentar arruinar a reputação de um homem de sucesso, como o Boris Casoy, apenas por um ligeiro comentário desastroso que qualquer um de nós também poderemos cometer... ISSO É UMA VERGONHA!!!
Achei Ruim
(Universidade Potiguar - UnP)
Correção: "...inserido... também podemos fazer..."
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Temos vivido dias de completo descaso com a verdade, como ?o certo por ser o certo a ser feito?. Olhem a pergunta, ?quanto de Boris há em mim?. Não temos como estilo de vida atitudes como a de Boris, mas não há duvida que haja uma parcela de um comportamento como a do jornalista em cada um de nós inclusive no autor do texto. Não agimos de tal forma ate que os nossos interesses sejam questionados, somos limitados e extremistas em defesa de no mínimo do ?eucentrismo?, o que está entre a atitude do jornalista e a nossa é a coragem, posso não ter uma atitude parecida como esta neste caso, mas com certeza agiria talvez pior em outras circunstancie. Somos capazes de agir como um médico, ou como um matador de aluguel, eu humano dotado de tudo que é necessário para ser um humano, sou capaz de ser e de ter. Quanto mais desejo ter, serei como Boris, e é claro não necessário, e quanto mais desejo ser, estarei educando as minhas funções para entender que sou um ser social e preciso desde o gari ao médico para ter uma vida harmoniosa com outros humanos.
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
É, a hipocrisia é grande mesmo, e o fato de que -infelismente- temos um pouco do Boris Casoy dentro de nós é uma realidade. Vou apenas citar um exemplo: algumas colegas de turma ao comentarem esse episódio do Boris ficaram absurdamente indignadas, esbravejaram, disseram que foi um absurdo e coisas mais. Porém um determinado dia uma delas derramou refrigerante dentro da sala de aula e foi chamar o pessoal da limpeza para limpar a sala. A moça veio, muito simpática, fez o trabalho dela e saiu totalmente transparente...nenhuma dessas meninas que atiraram pedras no Boris foi capaz de agradeçer, foi como se ninguém estivesse ali. Daí eu pergunto: tem quem moral para falar de Boris?
Achei Bom

(Universidade Potiguar - UnP)
Vergonhoso, sobretudo para alguém que se coloca como paladino da justiça. isso sim é uma vergonha!
Link permanente para este texto: http://www.memesjuridico.com.br/jportal/portal.jsf?post=21891

